O caminhão sem motorista virou parceria, não protótipo
DXC e Loxo anunciaram parceria para levar veículos autônomos de nível 4 à logística de média e última milha. O interessante não é a tecnologia, é o terreno escolhido para provar o conceito primeiro.

O essencial antes de continuar
DXC e Loxo unem plataforma de condução autônoma a engenharia e IA para logística de nível 4.
A aposta é média e última milha, não rodovia longa, onde o risco por quilômetro é maior.
Por que a última milha e não a rodovia
DXC Technology e Loxo anunciaram parceria para acelerar veículos comerciais autônomos de nível 4 em logística de média e última milha, unindo a plataforma de condução autônoma da empresa suíça à engenharia e inteligência artificial da DXC, segundo o IT Forum.
O detalhe que separa isso de mais um anúncio de tecnologia é o terreno escolhido. Autonomia veicular costuma estrear em rodovia longa e previsível.
Minha leitura é que essa escolha de terreno vale mais como sinal do que o anúncio em si. Um fornecedor de peso testando autonomia onde o risco é maior está apostando em documentar segurança ali, não em fugir do desafio difícil para vender rodovia como etapa fácil depois.
O número que sua logística ainda não tem
Se sua empresa terceiriza distribuição urbana, essa parceria é motivo para perguntar ao operador logístico atual qual é o roteiro dele para autonomia veicular, antes que o concorrente já tenha assinado um piloto.
A ação desta semana: peça ao fornecedor de logística o percentual do volume atual que passa por rotas urbanas de parada frequente. É exatamente esse tipo de operação que será oferecido primeiro como autônomo, e quem já souber o próprio número negocia em posição melhor do que quem só descobre isso na proposta.
O dia em doses
Enquanto a aposta na última milha autônoma ganhava espaço, outras frentes também mereceram atenção.
