A régua que ninguém pediu pode virar a régua que vale
O CGI.br propôs 46 diretrizes para regular redes sociais e IA no Brasil. Não é lei ainda, mas já mira o cruzamento entre rede social e conteúdo gerado por IA.

O essencial antes de continuar
O CGI.br apresentou 46 diretrizes para regular redes sociais e IA no Brasil, incluindo identificação de conteúdo gerado por IA.
Empresas que publicam texto, imagem ou atendimento gerado por IA em canal público sem rotular a origem.
Uma diretriz de comitê hoje é um projeto de lei amanhã
O Comitê Gestor da Internet no Brasil apresentou 46 diretrizes para orientar a regulação de redes sociais no país, entre elas transparência para algoritmos de recomendação e identificação de conteúdo gerado por IA, segundo o IT Forum.
Tratar isso como recomendação técnica sem força de lei é o erro comum. Diretriz de CGI.br costuma virar referência para projeto de lei no Brasil, e é assim que boa parte das obrigações digitais de hoje começou.
A distância entre diretriz e obrigação legal é menor do que marketing e produto costumam imaginar. Esperar a lei chegar para só então rotular conteúdo sintético é decisão mais cara do que fazer isso por escolha própria agora.
O teste da rotulagem antes que a lei peça por ela
Liste os canais públicos onde a empresa mais usa IA generativa: atendimento automatizado, imagem de campanha, texto de post ou resposta em rede social.
Para cada um, pergunte se um cliente qualquer perceberia que o conteúdo foi gerado por IA sem precisar perguntar.
Onde a resposta for não, decida agora entre rotular por conta própria ou esperar a diretriz virar exigência formal, sabendo que migrar sob prazo legal custa mais do que migrar por escolha.
O dia em doses
Enquanto a proposta do CGI.br ganhava espaço, outras frentes também mereceram atenção nesta manhã.
