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A empresa que testou autonomia antes de a IA existir

A Caterpillar diz estar transferindo o que aprendeu automatizando minas para a implantação de IA em outras áreas do negócio. O detalhe que interessa não é a tecnologia, é o tamanho do investimento em treinar gente antes de dar autonomia a uma máquina.

Rafael MilagreRafael MilagreFounder do Viver de IA
Imagem oficial relacionada a Caterpillar is bringing to AI deployment what it learned from automating mining.
Caterpillar is bringing to AI deployment what it learned from automating miningImagem: Imagem oficial: TechCrunch AI
Na dose de hoje

O essencial antes de continuar

A transferência

A Caterpillar afirma estar levando para a implantação de IA a experiência acumulada automatizando operações de mineração.

O investimento em gente

A empresa planeja gastar US$ 100 milhões em cinco anos treinando 118 mil funcionários em IA, autonomia e robótica.

A régua que falta na maioria das empresas

A diferença entre assistente e agente de IA está no nível de autonomia concedido ao sistema, não na ferramenta escolhida.

A pauta do dia

Autonomia física ensinou o que autonomia de IA vai exigir

O número do diaUS$ 100 milhões
Investimento planejado pela Caterpillar em cinco anos para treinar 118 mil funcionários em IA, autonomia e robótica.

A Caterpillar diz estar aplicando à implantação de inteligência artificial a mesma experiência que acumulou automatizando operações de mineração ao longo de décadas, segundo reportagem da TechCrunch.

O detalhe que a manchete de tecnologia costuma pular é o tamanho do investimento em pessoas, não em máquinas. A empresa planeja gastar US$ 100 milhões nos próximos cinco anos treinando seus 118 mil funcionários em IA, autonomia e robótica.

O Cat AI Assistant, que já usa dados de cerca de 1,6 milhão de ativos conectados e mais de 16 petabytes de informação estruturada, só chegou a esse estágio depois desse acúmulo. O mercado de IA corporativa trata autonomia como configuração simples: liga o agente, define o objetivo, ele executa. A experiência da Caterpillar sugere que o treino humano precede a máquina, não o contrário.

Para quem lidera empresa no Brasil e está avaliando dar mais autonomia a um sistema de IA, a lição não é sobre comprar mais tecnologia. É sobre quanto tempo e treino a empresa está disposta a investir antes de deixar a máquina decidir sozinha.

Consequência para quem lidera

A pergunta que separa assistente de agente na sua operação

Antes de decidir dar mais autonomia a um sistema de IA na empresa, vale usar a distinção que ficou mais nítida esta semana: um assistente de IA responde a instruções e mantém o usuário no controle de cada etapa, enquanto um agente recebe um objetivo e decide por conta própria a sequência de ações até chegar lá.

A decisão desta semana é perguntar, para cada uso de IA já em produção na empresa, se ele foi classificado como assistente ou como agente de forma deliberada, ou se essa autonomia só foi assumida porque a ferramenta chegou anunciada como inteligente.

O resto do dia

O dia em doses

Enquanto a Caterpillar mostrava o lado industrial da autonomia, o restante do noticiário de IA seguiu em outras frentes.

  1. Fundos de investimento no Brasil ampliam uso de modelos quantitativos apoiados em inteligência artificial para decisões de mercadoExame
  2. Meta atualiza configurações de proteção de privacidade dos óculos com IA após vídeos gravados sem consentimento circularem nas redesExame
Transparência editorial

Fontes desta edição

  1. TechCrunch AICaterpillar is bringing to AI deployment what it learned from automating mining
  2. CanaltechQual é a diferença entre assistente e agente de IA?
Sua leitura ajuda a próxima dose

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