O piloto de agente que ninguém liga por medo da conta
Quase todo piloto parado morre nas mesmas duas perguntas. Elas têm resposta objetiva, e dá para responder as duas hoje.

O essencial antes de continuar
Quem vigia o agente e quanto ele pode gastar antes de alguém aprovar.
Um script que roda antes de cada ação e derruba o que sair da lista permitida.
Um limite de consumo por tarefa, definido antes de ligar, não depois da fatura.
O piloto não morre por tecnologia
Vejo o mesmo roteiro em empresa de todo tamanho. O time monta a demonstração, mostra o agente resolvendo uma tarefa inteira, todo mundo aplaude, e o projeto para. Não para por falta de modelo bom. Para porque ninguém sabe responder quem vigia esse agente quando ele estiver rodando sozinho, nem quanto ele pode consumir num mês ruim.
O Google passou a permitir scripts que rodam antes ou depois de cada chamada de ferramenta do agente, com poder de derrubar a chamada, e um limite de consumo total por agente somando entrada, saída e raciocínio. Minha leitura é que essas duas peças existem exatamente porque as duas perguntas travaram projeto no mundo inteiro, não só no seu.
Uma hora para destravar o piloto parado
Nos primeiros vinte minutos, escreva a lista do que o agente pode fazer sem pedir licença. Cada item precisa ser uma ação nomeada, como consultar um relatório ou preencher um rascunho. O que não estiver na lista deve ser recusado por padrão. Essa lista é o seu vigia, e ela vale mesmo que ninguém ainda tenha escrito uma linha de código.
Nos vinte seguintes, defina o teto. Escolha um valor por tarefa que você aprovaria sem reunião, some quanto seriam cem execuções e leve esse número para quem paga a conta. Um teto combinado antes vale mais do que um relatório de gasto depois.
Nos vinte finais, escolha quem lê o registro do que o agente tentou fazer e com que frequência. Sem esse nome definido, o piloto vira responsabilidade difusa, e responsabilidade difusa é o que trava a decisão de ligar.
Ligue pequeno, com as duas respostas prontas
Se você tem a lista, o teto e o nome de quem confere, o piloto pode ligar amanhã em uma equipe só. Se falta qualquer uma das três, o problema não é a ferramenta escolhida. É a decisão que ninguém tomou ainda.
